segunda-feira, 23 de maio de 2011

O acusador e o acusado

Segunda                                   




Depois disso Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do anjo do Senhor, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo (Zc 3:1, NVI).

2. Que grandes e importantes verdades são reveladas no texto acima, especialmente no contexto do grande conflito (e no contexto imediato da visão)?

Alguns pontos cruciais são representados poderosamente. Primeiro, o único acusado era Josué, o sumo sacerdote, que representava todo o povo de Deus. Descrito na visão como um sacerdote diante do Senhor, Josué representava Israel em todas as suas faltas, defeitos e pecados. Não havia dúvida: o povo não era inocente, não era impecável, e não merecia a restauração prometida, que o Senhor lhes estava oferecendo, pela qual eles estavam suplicando, pela fé e pelo arrependimento.

E, naturalmente, Satanás estava ali para acusá-los, para questionar seu arrependimento, seu desejo de reforma e de encontrar a misericórdia e a graça de Deus. Haverá melhor maneira de desencorajar as pessoas no grande conflito do que levá-las a pensar que seus pecados são grandes demais para que o Senhor as possa perdoar? Ao longo da história, e mesmo hoje, quantas pessoas têm se tornado vítimas desse perverso engano de Satanás! O que torna a ameaça tão poderosa é que ele não precisa mentir acerca de nossos pecados, certo? Tudo o que ele tem que fazer é nos lembrar deles e, sem conhecer a graça de Deus, seremos esmagados pelo senso de desespero e perdição. Mesmo sem um acusador para lançá-los diante de Deus, nossos pecados são mais que suficientes para nos condenar.

O verbo hebraico traduzido nesse caso como “acusar” dá origem também à palavra “Satanás”; são as mesmas três consoantes hebraicas que formam a base para ambas as palavras. Sem dúvida, Satanás é o acusador, mas todos devemos conhecer o famoso texto: “
Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap 12:10).

Embora não seja bom pensar em nossos pecados, às vezes precisamos examinar atenta e honestamente a nós mesmos (não importando se Satanás está ou não sussurrando em nossos ouvidos). Que mudanças devemos fazer imediatamente, e que promessas bíblicas podemos clamar, a fim de alcançar a vitória? O que estará em jogo, se o pecado dominar a nossa vida? 





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