terça-feira, 17 de maio de 2011

Vestes que não duram

Terça                                




Como vimos antes, Isaías passou bastante tempo advertindo sobre o juízo, mas intercalou essas advertências com animadoras promessas de Deus. Após uma explicação sobre a devastação da terra, executada pelo Senhor, Isaías falou aos que haviam esperado, com sinceridade, o cumprimento de todas as promessas, mas que haviam esquecido os muitos exemplos em que o Senhor guiou Seu povo, em tempos difíceis.

4. Leia Isaías 51:6-8. Que mensagem o Senhor está trazendo ao povo? Que contrastes são apresentados? Que esperança é oferecida?

6  Levantai os olhos para os céus e olhai para a terra embaixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra envelhecerá como um vestido, e os seus moradores morrerão como mosquitos, mas a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será anulada.
7  Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, vós, povo em cujo coração está a minha lei; não temais o opróbrio dos homens, nem vos turbeis por causa das suas injúrias.
8  Porque a traça os roerá como a um vestido, e o bicho os comerá como à lã; mas a minha justiça durará para sempre, e a minha salvação, para todas as gerações.   Isaías 51:6-8

Quem ainda não viu como as roupas podem ser danificadas ou desgastadas, rápida e facilmente? Basta um pequeno descuido, e as melhores e mais ricas vestes podem ser arruinadas. Que paralelo apropriado para este mundo e as pessoas que estão nele! Quão depressa passamos por aqui, e quão depressa vamos embora! No Novo Testamento, Tiago compara nossa existência a uma “névoa” ou a uma “neblina” (Tg 4:14). O poeta galês Dylan Thomas rogou que seu pai, moribundo, “não seguisse mansamente essa boa noite”, mas que “ficasse furioso, furioso, contra a morte da luz”. Podemos nos enfurecer tanto quanto quisermos, porém, mais cedo ou mais tarde, como uma roupa, estaremos desgastados.

No entanto, considere sobre o que mais Isaías fala ali: a salvação de Deus, a justiça de Deus e a vestimenta da justiça de Cristo, a única que traz salvação, uma salvação que dura para sempre. Nesse ponto, o Senhor está nos mostrando as duas únicas opções dos seres humanos: destruição e morte eterna, ou vida eterna em uma nova Terra, que não “
envelhecerá como um vestido” (v. 6), mas permanecerá para sempre. De Adão e Eva no Éden até o dia da vinda de Cristo, esses têm sido e permanecem como os dois destinos finais de toda a humanidade. Eles também são mutuamente exclusivos, o que significa que só se pode ter um ou outro. Somente nós, como indivíduos, podemos tomar uma decisão a respeito de qual desses destinos será nosso.

As palavras de Isaías 51:7 são dirigidas aos que sabem o que é certo, e que têm a lei de Deus no coração. O que isso significa para nós? A lei nos ajuda a saber o que é certo? Saber o que é certo é suficiente para nos levar a fazer o que é correto, ou é preciso algo mais? Comente.  





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