segunda-feira, 6 de junho de 2011

As vestes nupciais (resumo do estudo nº 11)




1
De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:
2  O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.
3  Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir.
4  Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas.
5  Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
6  e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.
7  O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.
8  Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.
9  Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.
10  E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados.
11  Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial
12  e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.
13  Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
14  Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos. Mateus 22:1-14
Saber: Analisar como e por que a história do banquete de casamento do rei inclui aspectos do juízo investigativo.
Sentir: Distinguir as atitudes e emoções que nos fazem rejeitar o convite do rei para o banquete de casamento e a atitude do rei, em resposta a essa rejeição.
Fazer: Aceitar o convite para a festa de casamento oferecida por Deus e ser fiel no uso da roupa oferecida.

Esboço

I. Juízo no casamento
A. Como é possível que a história do banquete de casamento de Deus também envolva episódios de violência contra Seus mensageiros e também convidados que se recusam a usar as vestes?
B. Quem são os verdadeiros nubentes do casamento?

II. Convidados relutantes
A. Nesta história, temos diversas e fortes atitudes e emoções, e vamos experimentar certo número delas, pois também nós somos convidados para o banquete de casamento. Com que atitude consideramos o convite de Deus?

III. Dignos de ser escolhidos
A. Como devemos reagir ao presente das roupas oferecidas gratuitamente aos convidados para o casamento?

Resumo: 
Todos somos convidados para o banquete do casamento do rei, mas nem todos aceitam o convite. Entre os que realmente decidem comparecer à festa, alguns optam por não usar as roupas fornecidas pelo rei: as vestes de justiça de Cristo. Não é suficiente aceitar o convite; precisamos ter as roupas adequadas.

Motivação
A justiça de Cristo é a única roupa feita no Céu, oferecida à humanidade caída e, se esperamos jantar com o Rei, devemos vesti-la conscientemente, a cada dia.

Leiam o texto a seguir sobre a ideia de obter algo “de graça”. Talvez a classe tenha interesse em discutir se os brindes afetam seus hábitos de compras. O objetivo deste texto de abertura é levar a classe a pensar no poder que Deus nos oferece em Seu dom gratuito de vestes de justiça de Cristo.

Grátis. É a palavra que enche de futuros compradores as lojas de departamentos em que se paga pela maioria das mercadorias um preço mais alto. Doar um ou dois itens baratos e cobrar o resgate de um xeique pelo resto de suas mercadorias. Artigos “grátis” são doados aos visitantes que, em seguida, procuram e compram outros itens a preços “normais”.

Reconheçamos que os consumidores já estão percebendo o esquema, especialmente os que vivem online. O consumidor online quer tudo grátis. As empresas estão começando a ceder à pressão. Se uma empresa oferece um brinde com seu logo, os concorrentes não podem se dar o luxo de imitá-la?

O Google, titã onipresente da internet, oferece a qualquer pessoa que tenha um computador e acesso à internet quase uma centena de diferentes serviços, a maioria de forma gratuita. Sua fórmula é muito simples: ofereça coisas interessantes, e as pessoas certamente vão encontrá-lo.

O marketing online pode ter descoberto recentemente o poder do grátis, mas, muito antes de termos sido criados, Deus sabia que isso iria funcionar em nós.

Pense nisto: Deus ofereceu à humanidade caída um presente de proporções épicas: a morte de Jesus pagou o preço de nossos pecados, enquanto Sua vida sem pecado cobre nossa vida pecaminosa. Qual é a atitude da maioria dos seres humanos perante essa extraordinária oferta de graça? Por que mais pessoas não aceitam essa “oferta grátis”?

Comentário Bíblico


I. Um dom gratuito Ler Mt 21, 

1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
2  de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
3  Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. Gn 12:1-3; 

1 No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai.
2  Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte.
3  Subiu Moisés a Deus, e do monte o SENHOR o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel:
4  Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.
5  Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; Êx 19:1-5.)

Esta seção do comentário bíblico examina resumidamente o longo tempo da história de Israel como noiva especial de Deus. Também explora a plenitude da justiça de Cristo e as facetas de Sua justiça que O tornam indispensável para nossa salvação.

Em Mateus 21, vemos Jesus em uma forma rara. Do começo ao fim, a mensagem de todo o capítulo pode ser resumida no verso 43, a explicação de Jesus sobre a parábola dos lavradores maus: “
Portanto Eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino” (NVI).

Foi Deus quem primeiro chamou Abraão, pai da nação, com incomparáveis promessas de bênçãos: “
Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da Terra serão abençoados” (Gn 12:2, 3, NVI).

Deus reafirmou essa aliança com a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai (Êx 19:1-5). Deus prometeu colocar Seu Espírito no coração de Seu povo escolhido para que este pudesse obedecer às Suas leis e decretos, ou seja, guardar as promessas da aliança.

A nação de Israel deveria ser o tesouro especial de Deus, nação de sacerdotes que servisse como exemplo da justiça de Deus e uma bênção em um mundo pecaminoso. Mas, como os primeiros convidados para a ceia das bodas (Mt 22:3), muitos desprezaram o convite, preferindo seguir seu próprio caminho. Naturalmente, muitos foram fiéis a Jesus, e foram esses que constituíram o núcleo da igreja primitiva.

II. Completamente cobertos

8
  Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.
9  Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.
10  E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Mt 22:8-10 

porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade Cl 2:9-10

O estudo de terça-feira destaca que muitos professos cristãos terão dificuldades em aceitar os moradores das periferias e os sem-teto que obtiverem entrada na festa do rei. Mas, como a lição afirma, nenhum de nós está qualificado a julgar os participantes da festa.
Além disso, o próprio rei estabeleceu o critério de entrada: estar vestido com a roupa fornecida. Devemos notar aqui que nada falta à roupa. Em uma palavra, ela é completa, perfeitamente adaptada para atender a cada convidado. Não importando sua origem ou posição na vida, quando os convidados entram, estão perfeitamente adequados, como súditos reais. E, na verdade, é isso que eles são.

Colossenses 2 diz: “
Porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nEle, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade” (v. 9, 10). Essa é a plenitude que nos cobre quando vestimos o caráter de Cristo. O traje oferecido pelo Rei não é uma roupa comum.

O SDA Bible Commentary esclarece a plenitude de Jesus que nos está disponível: “
Na esfera de Cristo, o homem pode não só ver sua meta da perfeição, mas também pode receber poder para obtê-la. Quando aceitamos Sua sabedoria, nos tornamos sábios. Pela comunhão diária com Ele, a semelhança divina se torna realidade dentro do ser humano. Nada há para esta vida nem para a eternidade que o homem não possa receber por meio da união espiritual com Cristo” (v. 7, p. 202).

Pense nisto: 
A vida de Jesus Cristo traz consigo todas as bênçãos de Deus. Como podemos garantir acesso diário à plenitude de Deus?

III. Justiça própria    (Ler Mt 25:1-13.)

11  Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial
12  e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.
13  Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
14  Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos. Mt 22:11-14; 

Não importa quão grande seja o oferecimento de graça de Deus, nem todos optam por aceitá-la. De fato, Jesus resumiu melhor este assunto quando declarou: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram” (Mt 7:13, 14, NVI). Os “poucos” mencionados aqui, como foi observado no estudo da lição, são os mesmos “poucos” que são escolhidos (Mt 22:14).

Um convidado foi para a festa de casamento sem a roupa adequada. Ele não se preparou para o evento, apesar de que tudo que era necessário tinha sido oferecido. Esse homem representa os professos cristãos que decidem usar a própria justiça, em vez da justiça de Cristo. Mas, em Cristo, há mais que apenas justiça. Considere o que o apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 1:30: “
É... por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus, o qual Se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção” (NVI). Jesus é nossa justiça, nossa santificação e redenção.

Pense nisto: 
Defina justiça, santificação e redenção. Comente se existe alguma fase de nossa salvação que Deus tenha deixado para nós. Como essa compreensão muda o significado de estar coberto pela justiça de Cristo?

Perguntas para consideração

1.
Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; Filip 3:8, 9. De acordo com esses versos, qual era a paixão que movia a vida de Paulo? Você está apaixonado por estar “em Cristo”? O que o impede de permanecer totalmente nEle?
2. Na parábola das bodas, o rei examina, – investiga – o homem vestido com a roupa errada e pronuncia julgamento sobre ele. Visto que Deus está atualmente examinando o registro de toda a humanidade neste grande dia antitípico da expiação, o que devemos estar fazendo agora? Como devemos viver?

Perguntas de aplicação
1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.
2  Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.
3  Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado;
4  permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.
5  Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6  Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.
7  Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.
8  Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. João 15:1-8.

1. Que conselho Jesus deu aos discípulos para ajudá-los a continuar espiritualmente vibrantes e frutíferos? Que significa permanecer em Cristo?
2. Examine sua experiência espiritual com Deus. Mencione três coisas que você pode fazer na próxima semana para aprofundar sua intimidade com Jesus Cristo.

Perguntas para testemunhar
1. Partilhar a verdade é feito melhor no contexto de um relacionamento amorável. Era assim que Jesus procurava alcançar os corações. Ele buscava conhecer as pessoas, supria suas necessidades e, então, partilhava a verdade. Como você pode ajudar seus amigos a experimentar a paz de ter Cristo como Salvador e descansar em Sua justiça? Como você pode compartilhar esta verdade no espírito de Cristo?
2. O que você diria aos familiares que acreditam que as vestes de Cristo lhes permitem aproveitar a vida fazendo o que lhes agrada?

Criatividade
Segue abaixo uma citação altamente desafiadora de Ellen G. White, escrita mais de cem anos atrás. Leia-a e conduza uma discussão das questões que se seguem. O objetivo desse exercício é analisar o que motivou Ellen G. White a escrever a seguinte crítica à fé religiosa, como era praticada por alguns cristãos à época do que agora é conhecido na história como o Grande Avivamento no início e meados do século 19:

Professar uma religião se tornou moda no mundo. Governantes, políticos, advogados, médicos e negociantes aderem à igreja como o meio de alcançar o respeito e confiança da sociedade e promover seus próprios interesses mundanos. Procuram, assim, encobrir, sob o manto do cristianismo, todas as suas transações injustas. As várias corporações religiosas, robustecidas com a riqueza e influência dos mundanos batizados, mais ainda se empenham em obter maior popularidade e proteção. Igrejas pomposas, embelezadas da maneira mais extravagante, erguem-se nas movimentadas avenidas. Os adoradores se vestem com luxo e de acordo com a moda. Paga-se um elevado salário ao talentoso pastor para entreter e atrair o povo. Seus sermões não devem tocar nos pecados populares, mas devem ser suaves e agradáveis aos ouvidos da aristocracia. Deste modo, ímpios de elevada posição são alistados nos registros da igreja, e os modernos pecados são escondidos sob o véu da piedade” (O Grande Conflito, p. 386).

Considere o seguinte: Essa mensagem se aplica hoje?

Como os cristãos devem responder a essas práticas? É melhor que essas questões sejam deixadas para que Deus cuide no tempo da colheita (Mt 13:30 -
Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro), ou os cristãos são chamados a “clamar a plenos pulmões ” e “não se deter” (Is 58:1)? Justifique sua resposta.

Como você pode ajudar aqueles que estão vestindo a roupa errada a vestir a justiça de Cristo?






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