segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Justificação pela fé (resumo do estudo nº 04)




logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2:20

Conhecer: O caminho único pelo qual podemos ser justificados diante de Deus no juízo.
Sentir: O repouso obtido quando abandonamos nossas obras de qualificação e dependemos da justiça de Cristo.
Fazer: Identificar-se completamente com a morte de Cristo e viver a vida de Cristo em lugar da nossa.

Esboço

I. Justificados em Cristo

A. Por que é impossível ser justificado por meio de trabalho árduo, pela negação de si mesmo e pela obediência aos mandamentos de Deus?
B. Como Deus pode ser justo ao atribuir o registro da justiça de Cristo em lugar da nossa? O que nossa fé tem que ver com essa atuação?

II. Nada de mim

A. Por que é tão importante abandonar todas as alegações de justiça própria e, em vez disso, colocar a fé completamente na justiça de Cristo?
B. Que benefícios emocionais, físicos e espirituais obtemos ao confiar totalmente no que Cristo fez?
C. Confiar em Cristo resulta numa vida ociosa? Por quê?

III. Vivendo a vida de Cristo

A. Identidade com a morte e a vida de Cristo faz diferença na nossa maneira de viver?
B. Que escolhas fazemos, a cada momento, que tornam possível morrer a morte de Cristo e viver Sua vida?

Resumo: 
A fé torna possível nos aproximarmos de Deus e aceitarmos Suas provisões, concedidas pela morte de Cristo, para nosso perdão e restauração a uma posição de justiça diante dEle. Pela fé podemos morrer para nós mesmos e deixar Cristo viver em nós.

Motivação
Somos justificados diante de Deus unicamente pela fé na morte de Cristo em nosso favor e ao aceitarmos como nosso Seu registro justo.

Use esta atividade de abertura para ajudar a classe a se identificar com o tema da justificação no nível emocional e também no nível espiritual.

Atividade: 
Philip P. Bliss era um jovem evangelista missionário e compositor que trabalhou com Dwight Moody em suas campanhas. Philip e a esposa, Lucy, deixaram suas crianças, de quatro anos e de um ano de idade, com a família e amigos, e tomaram um trem para um compromisso no tabernáculo de Moody, em dezembro de 1876. Quando o trem atravessava o Rio Ashtabula, em Ohio, a estrutura da ponte desmoronou, deixando cair o trem no rio gelado. Philip escapou e voltou ao trem em busca da esposa, que estava presa nos destroços em chamas. Nem o corpo de Philip nem o de Lucy foram recuperados, mas a mala de Philip subsistiu. Nela havia um manuscrito para a letra do que se tornou sua canção mais conhecida, “Cantarei de Jesus Cristo” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, 241; http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Bliss). Peça que alguém cante esse hino para sua classe ou cantem juntos.

Pense nisto: 
Não parece um paradoxo estar tão alegres por causa da morte de Cristo numa terrível cruz? Por que é tão maravilhoso contemplar a história do preço que Jesus pagou pela nossa salvação? Essa música pode ter sido uma fonte de conforto para os filhos que Philip e Lucy deixaram para trás?

Que cânticos no Apocalipse são inspirados no mesmo tema do hino 241 – o preço que Jesus pagou pela nossa salvação? (Ap 5:9-13;7:9-17; 12:10-12). Nesses cânticos, liste as razões que tornaram os adoradores ao redor do trono tão gratos.

9  e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação
10  e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.
11  Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares,
12  proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
13  Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.  Ap 5:9-13;

9  Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;
10  e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.
11  Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus,
12  dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!
13  Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?
14  Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro,
15  razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo.
16  Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum,
17  pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.  Ap 7:9-17; 

10  Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.
11  Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.
12  Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta. Ap 12:10-12

Compreensão
Utilize este estudo para ajudar a classe a compreender a relação entre fé, obediência e justificação.


Comentário Bíblico


I. As origens da fé

1  Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
2  de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
3  Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4  Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
5  Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram.
6  Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra.
7  Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.
8  Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR. Gn 12:1-8; 

5  Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.
6  Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça. Gn 15:5, 6

A história de Abraão (anteriormente chamado Abrão) e sua caminhada com Deus envolve apenas doze capítulos do primeiro livro da Bíblia, apesar de Abraão ter nascido vários séculos depois do Dilúvio e cerca de dois mil anos depois de Adão. Embora outros tivessem um relacionamento com Deus, Abraão foi a primeira pessoa a quem o autor de Gênesis dedicou muito tempo, a fim de desenvolver sua história. No decurso da vida de Abraão, ele teve muitas experiências em primeira mão e conversas com Deus. Podemos imaginar um crescente relacionamento de fé no homem que ficou conhecido através dos séculos como exemplo de fé verdadeira.

Começamos a aprender sobre Abraão quando Deus lhe pediu que deixasse seu país e a casa de seu pai. Então, lhe deu a promessa de uma bênção para torná-lo pai de muitas nações. No fim, descobrimos, assim como Abraão descobriu algum tempo depois, que essa promessa não seria cumprida em sua vida. Quando Abraão falou que não tinha filhos, Deus lhe prometeu uma família tão numerosa quanto as estrelas. O Senhor prometeu a posse de uma terra de herança, e “Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gn 15:6, NVI). Então, Deus mencionou que essa terra da promessa, na qual Abrão estava peregrinando, não seria sua nem de sua família por cerca de 400 anos.

Abraão teve que esperar até chegar à idade de cem anos, antes que tivesse o filho que Deus prometeu: um bebê gerado por um milagre. Estava muito longe dos números incontáveis que Deus havia prometido, mas era um começo. Finalmente, em um drama final da vida de Abraão, ele foi chamado a sacrificar aquele menino desejado e esperado por tanto tempo, no solitário topo da montanha, com apenas os anjos e o Universo como testemunhas.

A fé demonstrada por Abraão havia sido alternada, como um tabuleiro de xadrez. Às vezes ele mostrava fé; outras vezes, colocava as questões nas próprias mãos. No entanto, Abraão cresceu na fé. Quando foi chamado a oferecer o amado filho, ele não parou para argumentar, apresentar desculpas nem questionar. “
Sabia que Deus é justo e reto em todas as Suas reivindicações, e à risca obedeceu à ordem” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 153). “‘Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça’, e ele foi chamado amigo de Deus” (Tg 2:23). Esse ato de fé brilhou como um grande farol de luz, iluminando o caminho da fé para aqueles entre nós, filhos de Abraão, que também estão aprendendo a caminhar pela fé.

Pense nisto: 
Que lições de longo prazo sobre o do desenvolvimento da fé a história de Abraão apresenta? Como suas falhas ajudam a nos encorajar e advertir quando somos tentados a criar nossas próprias respostas à oração?

II. Fé e obediência

15  Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios,
16  sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.
17  Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não!
18  Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor.
19  Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo;
20  logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.
21  Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão. Gl 2:15-21.)

Pela fé, Abraão foi estritamente obediente ao pedido de Deus de oferecer seu filho. Ele acreditou em Deus, confiou em Sua palavra e agiu com base nela. Essa crença e ação (com base na crença) lhe foram creditadas como justiça. “
Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras” (Tg 2:21, 22, NVI).

No entanto, não foi pelo cumprimento da lei que Abraão ou qualquer outra pessoa foi considerada justificada diante de Deus. Paulo não tinha problema com a obediência à lei; a fé em Jesus torna possível a verdadeira obediência. Respondendo ao pedido de Deus para sacrificar seu filho, Abraão “
fortaleceu o coração pensando nas provas da bondade e fidelidade do Senhor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 151). Ele se lembrou da promessa de que, a partir de Isaque, viriam filhos tão inumeráveis como os grãos de areia na praia e como as estrelas no céu. A fé lhe deu forças para obedecer, e essa fé lhe foi creditada como justiça.

Pense nisto: 
Como a fé pode ser estritamente obediente, mesmo em face dos grandes mistérios e tragédias? Que outros exemplos bíblicos ilustram a fé obediente, apesar dos obstáculos, tragédias e do que parecia ser um futuro sombrio?

III. Fé, obediência e justificação

Paulo deixou claro que não é possível ser justificado diante de Deus pela observância da lei. Jesus Cristo, na Sua justiça, nos justifica com uma justiça que clamamos pela fé, uma fé que resulta na obediência. Quando temos fé em Jesus, nada negamos a Ele, mesmo que isso nos leve à morte. Se a cada dia morrermos para o eu, colocando na cruz tudo que valorizamos e aceitando a vida de Cristo em lugar de nossas próprias obras e méritos, a única maneira pela qual poderemos viver será pela fé no Filho de Deus. Embora viver pela fé em Jesus resulte na obediência, pois o próprio Jesus “
foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2:8, NVI), a obediência não é o meio pelo qual nos tornamos justificados diante de Deus. Nossos atos de bondade nunca podem ser igualados aos de Cristo. Sua perfeita obediência é o que precisamos para ser justificados. A única maneira pela qual podemos receber essa obediência perfeita é pela fé, lançando mão das promessas de Cristo de nos dar Sua justiça perfeita em substituição ao nosso arruinado e defeituoso histórico de pecados.

Pense nisto: 
Em face de tão incrível dom de bondade, como nunca podemos imaginar, muito menos merecer, por que somos tentados a ignorar nossa necessidade dos dons de Jesus e tentamos nos justificar com base em nossas boas obras? Quais são os resultados de tais tentativas? Que exemplos bíblicos nos informam sobre as consequências de tentar obter o favor de Deus seguindo nossas próprias ideias do que é justo?

Aplicação
Use esta dramatização como meio de ajudar a classe a se imaginar crucificando o eu e escolhendo viver pela fé em Cristo.

Dramatização: dê a um voluntário da classe dois pregos grandes para segurar, como se estivessem na cruz. Proponha esta situação: alguém na sua igreja, a quem você tem tentado ajudar, falou mal de você para outro membro da igreja. Você está determinado a ser crucificado com Cristo e viver somente a vida dEle. O que você fará?

Peça que vários outros voluntários segurem os pregos e coloque estas e outras situações para eles: (1) você tem dificuldade em recusar alimento, mesmo que tenha ingerido o suficiente, (2) você está cansado, e seus filhos o estão deixando nervoso, (3) você está com vergonha de dar a verdadeira razão para estar atrasado em uma reunião importante: você simplesmente não saiu na hora certa para o seu compromisso. Seria mais fácil falar do trânsito como desculpa.

Criatividade

Sugira que as seguintes ideias sejam realizadas durante a semana.

1. Faça uma lista das razões pelas quais os adoradores do Apocalipse louvam a Jesus pelo que Ele fez. Coloque essa lista onde você possa ver durante a semana.
2. Pesquise uma série de canções que expressam a alegria em nossa redenção. Memorize e cante esses hinos em sua devoção particular e em outros momentos.
3. Encha um pequeno cesto com lembranças dos dons da redenção em Cristo e coloque onde você possa ver constantemente.





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